Você já se deparou como a sua opinião e o seu jeito de ser e de se vestir é algo que você cultua com muita exatidão?
Suas escolhas são sempre as melhores, suas atitudes são sempre as certas, seu gosto é sempre o mais bonito (ou você acha que não tem bom gosto? Ou você gosta de coisas que julga serem ruins?) como o ser humano é prepotente, cheio de si!!. Nem sequer faz idéia de que o mundo é composto por tantos outros seres humanos tão prepotentes quanto ele!!
Acho que na maioria das vezes somos tão ignorantes que não aceitamos outra opinião, ou simplesmente nos desfazemos dela por achar que não precisamos. E o que é pior, em outra vertente, os conselhos quase sempre são dados com certa prepotência em se achar que estamos contribuindo com alguma coisa relativa a algo que não nos faz parte. “Se fosse eu, faria assim, não assado”, ou então: “Da próxima vez, faça como eu...” Somos assim, nos achamos demais! Sempre lindos, sempre presentes, sempre bondosos... Na verdade o importante é ser seguro de si, passar aquele ar de “Eu sei o que estou fazendo".
É por isso que falamos mal da vida alheia, porque não concordamos com a forma que a outra pessoa vive sua própria vida e achamos que temos o direito de opinar sobre ela. Acho importante mantermos nossa opinião sobre valores, vivermos de forma que achamos correta, fazer o que julgamos certo fazer, mas existe tanta diferença, de vida, de contexto, de gostos, de interpretação de texto!
Não entendemos que, às vezes, a felicidade que desejamos ao próximo não é a que ele deseja para si, ele deseja muito mais, ou então, diferente... Por que às vezes olhamos para as pessoas e nos perguntamos se elas são felizes?
Um bom exemplo são nossos pais desejarem uma profissão específica para a gente, para termos melhores condições, nos tornando mais felizes. Não é meio pretensioso desejar a nossa felicidade dentro do conceito deles de felicidade? Embora seja um sentimento inocente, quase puro...
Tenho lido muito aquela frase de Gandhi, que diz que não existe um caminho para a felicidade, pois a felicidade é o caminho, como também tenho observado que cada busca é única, cada um com seu modo de agir e de ser e de julgar, sim, porque julgar é quase inevitável, muitas vezes sem querer, mas inevitável. E, a partir daí, voltamos às prepotências.
Não fujo a esta regra, embora entendo que, quanto mais sábio, mais humilde se é, e há mais chances de olhar as situações com vários olhos e que muita coisa perde a importância quando vemos o mundo como ele realmente é, sem preceitos e cheio de diferenças (que cada um tenha a sua, sem ofender).
Nenhum comentário:
Postar um comentário