abril 28, 2010

A Moda Nossa de Cada Dia

 

Em minha adolescência fui uma garota muito rebelde, abominava tudo que poderia ser moda, desde roupas e musica, a manias inventadas da época. Hoje em dia estou mais maleável, mas continuo achando moda uma coisa estranha.


É sério, não consigo entender as ditas ‘tendências’. E porque tantas pessoas concordam com essas tendências, para entupir lojas e guarda-roupas do mundo inteiro? Beleza é pessoal demais, mas daí eles querem direcionar para todo mundo, não importa se isso só cai bem em mulheres tão magras que mais parecem cabides de estilistas temperamentais (as vezes, nem em um manequim de plástico a roupa fica no lugar) e que na verdade, para mulheres de carne e osso (não só osso) é bem mais viável uma calça jeans e uma blusa discreta do que aquelas bizarrices do mundo fashionista (cabelos e maquiagem inclusos).


Saindo um pouco das grifes famosas e indo diretamente para as ruas, a moda mesmo aqui no Brasil é dita, em sua maioria, pelas prostitutas em novelas.É claro que existem as exceções - Aquela mulher do fantástico que não é mais do fantástico e que também não é de mais lugar algum... A Glória Maria, foi ela quem apresentou para os tupiniquins a tal escova permanente e, de repente (o que já devia ser ‘tendência mundial’), houve um surto de cabelos esticados, desde as mais pobres às mais requintadas deletaram os cachos de suas vidas.


Deram-se bem os cabelos hiper crespos (como o da própria apresentadora), nem sempre ficam bonitos, mas dá uma melhorada boa. O único problema é que o cabelo fica com um ‘armado liso’ na cabeça e a moça fica parecendo que está de capacete (tem uns que tem até viseira...). Pior é quando cabelos novos começam a crescer porque fica aquela nuvem por cima da cabeleira lisa... difícil de controlar. Minha amiga fez uma dessas, ou melhor, tentou fazer uma, porque a louca da cabeleireira queimou os cabelos dela bem no côco da cabeça, e agora a coisa está crescendo tão desconjuntada, que não dá pra definir e parece que não tem solução... Minha irmã tem um pouco mais de paciência e faz escova simples nos cabelos novos, esperando o ‘alisabel’ sair dela.


Outra coisa que não me empolga são acessórios femininos, tipo bolsas, sapatos e cintos. Acho que sou diferente das outras mulheres, pois sempre que entro em uma loja de calçados, consigo encontrar muito mais coisas feias (às vezes exageradamente feias) que bonitas (!), é super difícil eu entrar no clima de uma moda de calçados, pois prefiro os mais básicos possíveis. Se tiver cor então, aí que não encontro jeito de usar mesmo, parece que nada chama mais atenção que seu pé (se for amarelo então, vira referência... o “yellow shoes” até hoje passeia em nossos corredores, não seu corpo, mas sua fama...). e as sandálias de plástico? Aquilo virou febre no Brasil, e até hoje eles inventam modelitos novos de verão... sem contar que, pelo menos aqui em Palmas (e acredito que no resto do Tocantins, tão quente quanto a capital), é impossível usar no verão, pois o asfalto é quente demais e esquenta o plástico (parece que vai derreter e grudar no pé para sempre).
Bolsas também não me fazem a cabeça... Não há nada que me faça achar bonito aquele material sintético prateado ou dourado, brilhante e com aspecto de amassado, tipo Gucci, ou Gess, com um “G são” de metal no meio, tem cara de coisa comprada em feira (mais especificamente ‘em’ feira dos importados de Brasília), pode custar muitos mil, mas já vem com cara de falsificada, e na minha opinião, tem que ter porte para usar tal bolsa, senão o julgamento é fatal.


Talvez seja trauma dos anos 80, material sintético é algo que não me agrada. E falando em anos 80, quando me olho em uma foto de criança e início de adolescência, consigo entender porque a moda de calças altas não pegou novamente no Brasil, aquilo era patético. Até hoje acho o cúmulo da feiúra franja repicada e brincos de plástico; ombreiras então, não perdôo nem artista em show... Tudo trauma, tenho certeza!! Minha mãe tinha um biquíni rosa - choque e ela usava uns bricão de plástico da mesma cor... tudo bem que quando eu era pequena achava lindo, minha mãe era elegantérrima, mas não imagino isso hoje em dia, sem pensar em algo cafona.


Tá bom, já que eu apelei, vamos falar mal dos ‘sem-noção’... ou melhor, dAs sem-noção. Muita mulher precisa saber que é bem melhor ela usar uma rasteirinha e continuar nanica, do que usar saltos tão altos que pareça marcha de soldado em desfile de 07 de setembro. Para usar salto é preciso elegância... Imagine uma mulher muito bem arrumada, bonita, mas recém parida... é horrível, estraga qualquer super produção! Eu confesso que não consigo andar com sapatos muito altos, então eu nem ouso, minha mãe me manda esticar o joelho, mas fica pior ainda, num rola...


A verdade é que não rola a falta de bom senso, a roupa diz muito sobre você, seu jeito de encarar a moda pode revelar seu lado supérfluo ou seu lado simples. Você pode até ser consumista, querer roupas e mais roupas, mas as escolhas contam, e muito...

Getting_Some_Sun Im_A_Princess

4 comentários:

Anônimo disse...

Amoooo...os seus textos, morro de rir. E o melhor de tudo é que consigo identificar muitas das "figuras"que vc usa kkkkkk é ilário

Saudadeeee...Raque;

Anônimo disse...

Bia,

Mamãe tem orgulho de você

Luciana disse...

Hei!
Respeita a classe q vive disso!!!
kkkkkkkkkkkkkkk
bj

Luciana

Unknown disse...

Pior né Lu! eu esqueci que existem pessoas bem intencionadas nesse meio
kkkkkkkk
Bejos, saudade