junho 29, 2010

Micos de hotel

 

Se você é do tipo que quando se hospeda em um hotel (por conta da empresa que trabalha, é claro) e se empolga ao encontrar uma TV LCD 42’’, cuja programação possui todos os canais de uma TV a cabo (acaba que você não assiste nada inteiro e acorda de madrugada com aquela luz imensa na sua cara); acha o máximo aqueles secadores pendurados na parede do banheiro (e faz questão de acordar 1 hora mais cedo só pra secar a cabeleira – às vezes nem usa escova porque não levou, mas fica esticando as mechas com o pente mesmo) ou simplesmente carrega aqueles sabonetinhos miseráveis e fedidos para guardar na bolsa ou no carro para eventuais necessidades (que nunca existem, ou pelo menos quando vc está preparado) ou ainda usa aqueles xampuzinhos que tem condicionador tudo junto num potinho só, mesmo sabendo que seu cabelo pode ficar uma bucha (se não o secar com o secador do banheiro e esticar suas mechas com o pente, porque deixou a escova em casa), você faz parte dos pobres deslumbrados com hotel!

Comigo funciona assim: Já que nem sempre tenho o privilégio que me hospedar em um hotel com algumas estrelas, estou sujeita a passar umas vergonhas que só a prática poderá conter, como por exemplo, jurar que o cofre é um microondas em miniatura porque tem o modelo de um forninho branco, super prático e bonitinho; e quase colocar o sanduíche pra esquentar, mas quando procura o botão de ligar percebe que cometera uma gafe (e quando conta isso aos colegas no café da manhã fica sabendo que mais 2 fizeram a mesma coisa). Ou ir ao restaurante do hotel para jantar (por ingenuidade desisti do prático sanduíche) e escolher o prato mais barato, porque não existe nada que custe menos que 30,00 por pessoa (e além de dar a certeza ao garçom de que você é pobre, não se dar conta que a empresa é responsável pela sua janta, não importa o valor consumido, já que propositalmente te colocou em um hotel muito longe dos seus costumes).

Outra vez tive que ligar na recepção para perguntar se os detectores de fumaça iriam disparar se eu acendesse um incenso no meu quarto (não galera, eles não disparam e deixa seu quarto com aroma agradabilíssimo enquanto você faz o número 2; super funcional quando você tem que dividir o quarto com uma colega de trabalho). Mas pior mesmo é você ficar grilada em entregar suas chaves do carro para o manobrista estacionar com medo de ele reparar nas tranqueiras que você coleciona em todos os buracos, como se gente rica fosse obrigatoriamente organizada. E a gente é tão besta que fica reparando na cara das pessoas que estão hospedadas pra saber se tem cara de pobre igual a gente, se colocar muita coisa no prato durante o café da manhã é porque não tem costume de rico, comer ovo mexido também é coisa da roça, gente fina come coisas leves pela manhã.

Elevador de hotel chique também possui horário de pico, a partir de 7:30 da manhã você está sujeito ao congestionamento e pode ter a oportunidade de visitar todos os andares abaixo do seu, até chegar ao restaurante. Uma vez entrou tanta gente e mala que o elevador desceu mais do que devia e quando abriu havia parede na altura do peito... as mais frescas nem disfarçaram, minhas pernas amoleceram e eu só pensei que se desmaiasse provavelmente ninguém perceberia, pois não tinha como cair de tão cheio que estava aquele quadrado abafado. Por sorte, e antes de chamar a emergência, o pessoal da frente resolveu apertar qualquer botão, e fez o elevador subir novamente. Depois disso, dependendo do andar que fico, vou de escadas mesmo, é menos pesado, mais seguro... Coisa de pobre mesmo!

cat-hotel-opens Esse (a) sortudo está no hotél para gatos mais chique que consegui pesquisar na internet… O meu gato pode ter vindo de uma família pobre, mas do jeito que ele é antipático, ia se achar o ‘lord europeu’!

5 comentários:

Anônimo disse...

Hilário.

Unknown disse...

é engraçado depois, porque na hora é triste!!

Juliete Oliveira disse...

Fico pensando, se vc fosse de fato pobre, tipo de maré deceu, como algumas amigas suas que consegue entender qualquer linguajar, como o do Bonfim de Paranã (em que fui a tradutora). Agora imagina a pobre aqui no hotel. A minha tática é não colocar a mão em quase nada, porque aprendi que se quebrar tem que pagar, então é melhor se roer de curiosidade, mas deixar pra lá, no café então sempre como pouco mesmo... mas sempre durrubo alguma coisa! Será que mesmo ganhando dinheiro algum dia vou parecer fina?
Beijos, abraço e saudades.

Unknown disse...

Amiga, Conhecemos pessoas que eram pobres e ficaram ricas, mas continuam comprando 'casulo' de promoção no supermercado... essas sim, sempre irão carregar o fardo da pobreza!
Eu te acho finíssima, pobre, mas dona de um ótimo gosto pra coisas boas! kkkkkk

Luciana disse...

Me identifiquei
exceto pela parte em que a empresa paga o hotel, kkkk
bj