Sabe aquela história de que a propaganda é a alma do negócio? Pois é, comigo funciona direitinho. Meu marido morre de rir quando passa uma propaganda daquelas do Polishop e eu acho tudo um espetáculo. Por mais que ele fique falando que aquilo não funciona do jeito que eles mostram, eu sempre faço planos para comprar. Aliás, eu e minha mãe. Mas como minha mãe faz o que quiser com o dinheiro dela, ela tem vários milagres daqueles em casa. Aquele George Foreman é o seu preferido (o meu também). Simuladores de caminhada, cintas que dão choque enquanto você assiste TV, furadora para artesanatos e até aquelas canetas de ponta inquebrável já passaram lá em casa.
A minha mãe tem umas manias engraçadas, ela não pode ver nada de comer passando na TV que fica com vontade. Segundo ela, as pessoas fazem uma cara muito boa enquanto comem e conversam (tem uns que parecem estar com fome e acabam aproveitando pra fazer uma boquinha…). Uma vez ela perguntou pra minha irmã o que umas atrizes estavam comendo, pois ela queria igual, sem pestanejar minha irmã solta: “É borra de café, mãe!!!”. A coitada só arregalou os olhos, esperando uma reação minha... Mas realmente era preciso fazer aquilo. Uma vez ela me fez sair domingo duas horas da tarde para procurar maria mole, e tinha que ser de coco queimado!
Eu descobri que também sou facilmente manipulada por anúncios de comida, principalmente se ela estiver enorme e bem colorida, feitos mesmo para enganar bobo.
Ainda tem aqueles call centers que te ligam a qualquer hora do dia e da noite oferecendo cartões de crédito. Uma vez me ligaram em um sábado e, do tanto que a mulher falou na minha cabeça, resolvi fazer um. Dois meses se passaram e eu não havia recebido o tal cartão, então liguei lá por medo dele ter sido extraviado, mas o fato era que eu não tinha sido aprovada no cadastro. Não entendi nada. Se eles me ligaram oferecendo, como podem não aprovar o cadastro?! Que perda de tempo... Um mês depois me ligaram do mesmo banco me oferecendo de novo aquela porra.
Acho que eles formam um clã. Todos compartilham o numero de sua casa, têm acesso às coisas que você compra pela internet, quais revistas você assina. Todos eles possuem as informações que você prestou a, pelo menos, uma daquelas “entidades” nada filantrópicas. Não sei se há muito que fazer em relação a isso, mas eu fico torcendo para que um dia alguém realmente interessante me ligue, e se possível, oferecendo um produto que, com certeza, vou achar um espetáculo.
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