Há quem goste de supermercados, eu particularmente os detesto. Primeiro que o cheiro nunca é agradável, uma mistura de pão com sabão em pó... Não é legal.
Depois que eles nunca tocam uma música agradável ou calma – sem comentários pra aqueles que ficam repetindo o preço das coisas na maior altura e chamando a gente de “freguês”.
E aqueles caixas rápidos são só enganação, estão sempre com as maiores filas. Tem também as pessoas que são naturalmente azaradas dentro de um supermercado. Já conversei com muita gente em que a bobina de papel sempre acaba na vez delas, ou o cartão da pessoa da frente dá problema, ou um item não tem registro e ficam todos os funcionários andando de um lado para o outro com a parada na mão, tentando achar o código... Isso só pode ser um sinal...
Ir ao supermercado, com lista ou sem lista, a gente acaba saindo de lá com várias besteiras (geralmente comestíveis, portanto, engordativas) e vários reais a menos. E ir com fome então... É horrível, porque você quer levar tudo que se come, até papinha de bebê!! (ta bom, eu adoro papinhas, sempre fico viajando escolhendo os sabores, acho que todo mundo desconfia que é para mim).
Aqui em Palmas os supermercados são pequenos e sempre encontramos conhecidos. É muito engraçado como as pessoas reparam em seu carrinho. Eu acho isso tão pessoal! Me dá um mal estar quando eu vejo um homem reparando em meu papel higiênico ou no absorvente íntimo. É constrangedor, ainda mais se for um daqueles caras que juram que você é uma mulher perfeita, daquelas sem necessidades fisiológicas, são sempre princesas. É... Definitivamente este não é o melhor lugar para se arrumar namorado.
O que me encabula mesmo é a falta de praticidade (lê-se simpatia) das moças do caixa, elas estão sempre conversando com as colegas de trabalho (lê-se as mesmo, porque só mulher tem o dom da fala ininterrupta) e fazem seu serviço na maior falta de atenção. Eu fico gesticulando igual louca tentando fazer a mulher me escutar e não colocar cada item em uma sacola separada, e quando você berra pra ela economizar sacolas, elas te olham com aquela cara de morte, e começam a colocar seu sabonete junto com o pão. Pura falta de bom senso. Para elas somos apenas metidos a ambientalistas, e não respeitam nem nossas escolhas. Sou implicada mesmo com as tais sacolas de supermercado, e é engraçado como eu fico de mau na história porque recuso o atendimento completo deles.
Olha, talvez eu esteja apenas refletindo meu azar em supermercados. Pois bem, analisem vocês como seria desmaiar em um destes (faça como a Raquel: escolha a seção de pães). Pronto! Você de uma hora pra outra vira atração principal do lugar e as pessoas ficam te olhando como se fosse um extra-terrestre com problemas de gravidade. Na melhor das hipóteses você vira para todo mundo (que a essa hora estão ao seu redor se perguntando o que aconteceu) e diz que tem problema de pressão baixa e que desmaia quando fica sem se alimentar, ou simplesmente pega suas coisas e se dirige a um caixa preferencial para gestantes. É claro que ninguém te contesta, mas seu alto ego foi pro espaço. Isto já aconteceu comigo algumas vezes em diferentes supermercados de diferentes cidades (eu ainda mando este caso clinico para um médico...), mas a reação do público é sempre a mesma, uma mistura de curiosidade com preocupação e vontade de rir...
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