outubro 27, 2009

Self Services da vida (os verdadeiros serv service ou selve selvesse)

 

Tenho uma boa familiaridade com este tipo de restaurante, pois desde minha época de faculdade dependo deles para almoçar. Confesso que coleciono algumas experiências bem desagradáveis ao longo desses dez anos de prática. Cabelos e insetos já fizeram parte do meu cardápio, e me desanimo muito cada vez que isso acontece.

É praticamente impossível (pelo menos para mim) me fidelizar a um desses, cada um segue à risca o mesmo cardápio todos os dias. E aos sábados, você pode se deliciar com uma feijoada (nem sempre completa) em qualquer boteco que sirva almoço. É uma falta de criatividade sem fim e é por isso que cada restaurante tem seu cheiro característico (o que contribui e muito para eu enjoar do lugar) e você sai do estabelecimento cheirando àquela comida. É quase um garoto propaganda...

Em uma época não muito distante, meu marido e eu decidimos abrir uma conta em um restaurante de um amigo dele. O primeiro mês foi até tranqüilo, apesar de almoçarmos tarde, comíamos bem. O segundo mês foi o princípio do caos e nossa conta caiu pela metade. No terceiro mês pegávamos marmita para comer em casa – acredite, era melhor comer marmita em casa do que aquele cheiro, e quando tinha pequi então, eu nem entrava, ficava torrando no sol enquanto o Fred pacientemente preparava nosso rango. Hoje fazemos comida em casa, pois mesmo sem variedades, a nossa comidinha é bem mais elaborada do que qualquer restaurante desses.

Falando em variedades, para mim é a coisa mais engraçada do mundo quando vejo um lugar onde se serve uma variedade sem fim de um tipo de coisa. Por exemplo, faz parte do cardápio do dia, cenoura cozida, cenoura ralada, cenoura com batatas, cenoura com chuchu, cenourinha em conserva... com o tomate é do mesmo jeito, você pode comer tomate em rodela, tomate com pepino, tomate com repolho (especialidade tocantinense, de norte a sul...) tomate e alface cortados, e ainda o tomate cereja em uma saladinha mais sofisticada.

Eu nunca vi nada tão ruim quanto arroz de self service. Depois que inventaram o arroz parboilizado então, as coisas ficaram ainda pior. Antes se gastava 1 litro de óleo para deixar o arroz soltinho, hoje eles são sem óleo e sem gosto.

E os restolhos de comida? Bolinho de arroz é característico de coisa velha e, quando eu vejo aquelas tortas de liquidificador, tenho certeza que todo o resto da comida de ontem está lá dentro.

Tenho algumas dicas para não passar feio em restaurante “selvisselvisse”: procure não se aventurar naquela gororoba que você não conseguiu saber do que se trata e não há nenhuma placa de identificação, muitas vezes não vale à pena. Uma comida bonita nem sempre é apetitosa, o frango xadrez, por exemplo, quase sempre tem uma cara boa, mas pode conter níveis intoleráveis de gengibre. Por outro lado, uma comida feia é fatalmente ruim, não se arrisque...

Boa Sorte... quer dizer, Bom apetite!!

Chef_Cat

vai um franguinho aí?!

2 comentários:

Anônimo disse...

Tem um chique aqui em Luzi... é o Selvice Service!! Deviam mesmo era proibir conversas enquanto fazemos o prato. Já cheguei num restaurante e tinha dois caras conversando, cada um de um lado da comida e o "cuspe ninja" fazendo parte do cardápio do dia.... comi miojo feliz da minha vida em casa.

Unknown disse...

Nossa, esqueci desse detalhe salivares... E quando a cozinheira tem aquelas enormes unhas onde vc consegue enxergar os pedaços de comida debaixo do esmalte descacado?!
como diria meu chefe: É de foder!!!

beijo, valeu pela contribuiçao!